Wando, o saudoso colecionador de calcinhas

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Os homens ficam revoltados, chamam de beiçola e dizem que não entendem seu sucesso. As mulheres deliram e voltam dos shows sem calcinhas. Enquanto isso ele se autodenomina obsceno e vai aumentando a sua coleção de roupas íntimas de mulher dos outros. É o Ricardão dos palcos brasileiros.

Wando nos recebeu com muitos salgadinhos e cervejinhas em sua imponente cobertura na Barra da Tijuca. Nossas esposas ficaram devidamente guardadas em casa. Podemos garantir que nessas duas horas de conversa ele não comeu ninguém. (Casseta & Planeta, em abril de 1991)

Ô Wando, dá uma situada aí. Onde você nasceu?

Eu nasci na roça, né? Eu nasci numa fazenda num lugarzinho que chama Bom Jardim, que é uma fazenda que pertence ainda ao pessoal da família, né?

Ah, Minas…

Minas Gerais. Eu sou daquele lado dali, lá da Zona da Mata, mas eu saí menino de lá e fui pra Volta Redonda. Morei em Volta Redonda, fui feirante, fui caminhoneiro, vendi limão na feira, vendi jornal, entreguei leite nas casas, fiz tudo. Daí a pouco eu tive que partir só pra música, né? Porque eu já sabia que ia atrapalhar as outras coisas.

Mas você começou a cantar também em coro de igreja, aquele negócio todo?

Não, não fui de coro de igreja.

Você queria só cantar as menininhas.

Isso é uma coisa que veio de casa. O meu pai tocava, cantava, sabe? Aquelas vozes de seresta, né? Voz bonita, grande, voz limpa, né? E eu aprendi assim uns acordes de vilão com ele, né? Ele me ensinava. Aí um dia eu resolvi: vou estudar violão clássico. Aí eu comecei a estudar violão clássico e percebi o seguinte: o cara que toca violão quer tocar violão pra se mostrar pra alguém, sabe? Coçar o ego, né? E eu percebi que música clássica era assim uma coisa muito legal, mas você tinha que ter um repertório muito grande, e é uma música difícil de tocar, elas não entendiam muito bem aquela coisa, entendeu? E aí eu comecei a trocar o clássico pelo popular. Aí você começa a cantar a música pra ela e você vê que ela sorri mais, né?

Simplificando, é pra ganhar mulher?

É.

Daí o termo cantada, né?

Na cabeça dela já é assim: vou ficar eterna, entendeu?

Agora, tem alguma música que você já falou pra umas vinte que fez pra elas?

Dependendo da necessidade. Isso é caso de necessidade porque às vezes você até não tem alguma coisa pronta e você recebe um determinado aperto, né? Ah, você nunca fez nada pra mim, coisa e tal. Eu digo: não fiz. Vou fazer agora. Claro que não pode ser uma gravada, tem que ser uma que está guardada no baú… Mas eu fazia assim música até de uma forma… Vou agradar, sabe? Vou fazer uma música pra ela. E fiz muito. Eu fiz uma música pra uma menina que se chamava Juliana, maior gata, bonita.

E a música ficou à altura?

Ficou.

E você comeu?

Não. Em Minas Gerais não era assim não.

Não era ou não é?

Em Minas Gerais você comer é difícil pra caralho, meu irmão, porque… Principalmente em cidade pequena…

Você está falando assim porque é mineiro?

Não. Tô te falando a verdade. Mineira só dá quando apaga a luz. Tô falando na boa. É um negócio meio aborrecido porque o seguinte: você canta, canta, você sabe que ela tá afim de dar pra você, mas quem come é o cara que vem de fora. É verdade isso. E aí é o maior problema. Cidade pequena é um grilo, cara. Aí, pô, era uma dificuldade.

Por isso que você veio pro Rio, pra ser o cara que veio de fora?

Santo de casa não faz milagre, é verdade, cara. Mulher da cidade não dá pro cara da cidade. Ou então o cara tem que ser assim… Vamos imaginar assim um esperto, né? Que é o cara que não tem namorada, é o come-quieto, sabe? Que tem aquele horário assim meio de lobo, né? Pra atacar, essa coisa toda. Aí eu comecei a descobrir que a coisa era por aí, sabe? Você não tem que ter namorada, tem que conhecer todo mundo. Oi, como é que vai? Aí então que eu fui descobrir também que a história da amiga ou das amigas é uma grande coisa na vida homem, né?

Tem um leque de opções, é isso?

Não. Ter amiga é melhor do que ter namorada, sabe? Amiga é bom, não tem problema, tudo certo sabe? Não tem aquelas cobranças, aquelas coisas todas, não é?

Você virou então um come-quieto, é isso?

Ah! Eu não falava não.

Mas tem gente que diz que é mais gostoso contar depois do que comer…

Não. Eu acho que o mais gostoso é comer mesmo. Contar depois é coisa de otário.

Você se considera bom de cama?

Depende. Isso depende. Essa pergunta não deveria ser feita pra mim.

A sua caixinha de reclamações está cheia. Você mantém ali na beira da cama uma caixinha de reclamações, sugestões ao gerente?

Não. O homem nunca deve fazer isso, meu irmão.

Por que não?

Porque todo homem tem seu dia de fracasso, né?  E esse lance de fracasso do cara é exatamente o lance de lua, então o cara tem que ter cuidado: olhar pra lua. É o lance: se está no dia bom dele, se estiver mal, sai fora. Então eu não preciso de caixinha de recado porque eu só vou na lua boa, né?

Você já broxou?

Olha, essa pergunta é uma merda. Se eu digo pra você que não, você vai acreditar.

É você e o Ziraldo. Ziraldo também nunca broxou. Um tempo atrás uma revista de fofoca colocou lá uma declaração da Adele Fátima falando que você é só estampa e não sei quê, na hora do vamos ver.

A Adele Fátima?

Tem que consultar um arquivo no micro?

Ela só tinha dezessete.

Ela só tinha dezessete?

É. Ela me comeu com dezessete anos, aí nunca mais conseguiu me comer, aí então a comparação, sabe?

Você não recebe nenhuma cantada escrota?

Já recebi cantadas escrotas. Por exemplo, um cara…

Ah, viado te canta também?

Pô, já recebi uma cantada no palco, meu irmão. O cara tentou me dar uma aliança no palco. Uma aliança de ouro. Cara!

Um cara famoso?

Não, plateia. Mas foi gozado porque, por exemplo, você não espera esse tipo de coisa. De homem pra homem, aquele tête-à-tête.

Mas o quê que o cara falou? Como é que foi a história?

O cara não falou. Porque se ele fala você tem resposta. Mas o cara vem com uma aliança e te entrega.

Assim no meio da música?

É, no meio da música. Você está cantando: (CANTANDO) “Razões tenho demais pra te deixar, mas não consigo…” Aí vem o cara e pá, entrega o anel. Não dá!

Você hoje em dia canta mais ou é mais cantado por mulher?

Eu acho que mulher esperta não canta, né? Mas tem umas que vêm fundo, caem fundo.

Vêm assim direto no pau.

Mas eu acho, por exemplo, eu sou mais a fim de uma mulher que dá uma cantada, mas é uma cantada indireta, né? Aquela que te olha de forma especial, não é? E eu acho também que é horrível um homem cantar uma mulher. Por exemplo, eu acho que um homem cair em cima, sabe?, eu acho que não é por aí.

Aquele papo de quiabo, né?

Não, mas é muito ruim. Eu faço uma coisa no show. Eu dou convite pra um motel, né?  E o cara tem que fazer uma declaração de amor pra mulher que está com ele. Meu irmão, o que as pessoas falam é uma loucura. Pra você ter uma ideia, é tão ruim o que os caras falam pra elas que chegou um dia um cara lá no Canecão e disse: “Sua vagabunda! Sua cachorra! Eu vou acabar com você esta noite.” Aí o cara ganhou, porque o público aplaudiu de pé.

As mulheres inclusive?

É, porque ele chamou: “Sua canalha!” Porque aí é o seguinte, era tão ruim, tão sem imaginação, o máximo que os caras conseguiam falar era: “Meu amor, eu te amo. Meu amor, eu quero te levar para um motel.” Você está entendendo como é que é? E chega um cara sem que ninguém esperasse e diz assim: “Ô sua vagabunda, sua cachorra, sua canalha, eu vou arrebentar com você hoje nesse motel.”

Mostrou ao que veio, pelo menos.

Pois é? Essas coisas tipo assim, nas cantadas tinha um cara, um negão lá com a namorada, aí eu disse: “Conta uma história pra ela.” Aí ele disse assim: “Não, não falo; negão age.”

Na realidade, Wando, você é que canta a mulher pros outros caras?

Não. Eu vou falar uma coisa pra vocês. Sinceramente, se eu ganhasse assim, por exemplo… Vamos imaginar um dólar por cada uma que foi dada com a minha música, eu poderia ficar tranquilo o resto da vida.

Você costuma transar ouvindo suas músicas?

Não. Eu gosto de música clássica, Bolero de Ravel.

Só pelo ritmo, né? Quando é mulher feia você bota Vivaldi, né? Só violino, esconde a cara e mete a vara.

Não, música rápida é uma merda, viu, bicho. O Bolero de Ravel é bom porque começa devagar e vai aumentando, né?

Agora uma coisa… Você chega num coquetel e tal, sozinho, aquele bando de mulher, o marido não fica meio preocupado não?

Olha, eu não sei, e também não precisa ficar porque não dá pra levar todo mundo, não é? E mulher casada não entra…

Ah, é?

Mulher casada não pode, não deve.

Por quê?

Porque é fria, meu irmão.

E proposta maluca assim tipo suruba, transar com mulher casada, com homem e mulher?                                                                                       

Não, não, não. Mas, por exemplo, eu tenho umas pessoas até dentro do próprio círculo de amizade, né? Por que é o seguinte, na minha casa só entra quem eu quero. E eu acho o seguinte, casa da gente a gente tem que respeitar. Eu acho que passou de dois já é sacanagem. Então eu não deixo acontecer isso na minha casa. Até daquele amigo que vai com aquela mina e diz assim: “Pô, a gente podia e coisa e tal.” A gente já sente que o cara tá duro, entendeu como é o negócio?  Tá querendo aquela carona pra casa. Mas aí é o seguinte, dessa eu não gosto não.

Você começou cedo a carreira sexual?

Eu estou com mais de trinta anos de carteira assinada. Agora que eu estou começando a aprender, viu?

E como é que foi a primeira vez? Não foi com égua lá no interior de Minas não, né?

Não, fui comido mesmo. É verdade, minha prima. Mas eu não posso dizer o nome dela. Ela ia lá pra casa e passava o fim de semana e aí um dia ela pegou carona na minha cama, né? Tenho uma música que chama Carona na Minha Cama. Aí ela pegou uma caroninha lá em casa e aí foi indo. Sabe aquela coisa de carinho e tal? Aí gostei, ficou, foi bom. Aí eu ficava até chateado no fim de semana que ela não ia.

Você já converteu alguma sapatão? Já recuperou uma mulher para o caminho da piroca?

Eu acho que já. Mas não sei se ela gostou e continuou.

Mas na hora, pelo menos…

É, se deu bem.

Não dá pra declinar o nome?

Não, mas eu já levei um choque porque eu tinha uma namorada lá em São Paulo que até… A gente teve um caso, coisa e tal. Aí, coisa e tal, sumiu e passou. Aí um dia a gente está em Porto Alegre, eis que surge. Aí eu digo: “Bicho, hoje vou me dar bem.” Bicho, ela estava acompanhada, com outra. Aí eu fiquei espantado, fiquei chocado mesmo, viu?

A outra era muito gata?

As duas maravilhosas…

Por que você não comeu as duas?

Porque aí não dá pra ver.

O que mudou na sua vida depois da AIDS?

Eu diminuí a quantidade.

Você usa camisinha?

Claro que você tem que usar camisinha. Quando você não sabe quem é, meu irmão, cuidado, porque dança legal mesmo.

É, rabada agora só se come em casa…

Meu irmão, você sabe? Eu nunca fui chegado a uma rabada.

É mesmo, é?

Talvez seja um dos poucos, porque eu acredito muito no papai-e-mamãe.

É uma mania do brasileiro. Por que o brasileiro é tão chegado assim a lombo?

Porque o lombo da mulher brasileira é muito gostoso, você entende? A mulher brasileira tem um lombo lindo.

A Rogéria disse que a mulher brasileira não gosta de dar o lombo. Você acredita nisso? Ela falou que dar o lombo é coisa de macho.

Não. É porque cai a bunda.

Cai mesmo?

Não, elas estão descobrindo o seguinte: desaba a bunda.

Parece propaganda.

A propaganda tá aqui: “Ó aqui, meninas, não dêem o lombo, cai a bunda.” É verdade o que estou falando. O seguinte, pode dar por trás.

Você acha que abala alguma estrutura?

Abala. Negócio de músculo, vai soltando e relaxa tudo, meu irmão. Aí fica que nem carro velho.

Aquela barulheira, chacoalhando.

Chacoalhando. O negócio é o seguinte, dê por trás, é a mesma coisa, o sentido é o mesmo. Não dê o lombo, suja, cai a bunda, fica uma merda. Já vi muito cara comentando na rua quando ela passa que ela tem a lomba meio caída.

Então vamo lá. Pegar uma coisa assim de perito. Se você tivesse a capacidade, o dom divino de montar uma mulher ideal assim, das famosas, pegar o olho de uma com o nariz de outra, com a boca de outra, com o seio de outra, bunda. Faz um kit aí.

Não precisa pensar muito nem fazer um kit: a mulher ideal já existe – é a Cláudia Raia.

Vem cá, e a história das calcinhas? Quantas calcinhas mais ou menos você tem?

Eu acho que já devo ter chegado a umas quinhentas.

Mas, vem cá, a mulher tira ali na hora ou já leva dentro da bolsa?

Eu não sei se leva ou se tira.

Mas elas cheiram?

Elas cheiram.

E é usada mesmo?

Usada.

Você ainda encara uma bacalhoada depois de tanta calcinha usada?

Não. Eu estou dizendo que mulher é esperta. Elas se perfumam, elas sabem como é que é.

E, vem cá, você já recebeu cueca também?

Já. Uma vez cara foi lá no show trocar uma cueca por uma calcinha e eu falei pra ele que ele estava no show errado. Falei pra ele que ele devia ir no show do Elymar Santos.

Qual o seu tipo de mulher?

É a mulher fantástica, é aquela que hora, sabe?, me chama e eu vou.

Agora, vem cá, você não é nenhum galã das oito. Como é que você faz tanto sucesso?

É porque eu sou feio.

Você não é só um rostinho bonito?

Não acho que sou bonito, tenho quarenta e cinco anos, sabe como é que é? Eu gosto de coisa boa. Por exemplo, eu acho que um dos hobbies da minha vida é viver bem, não é? Olha a melhor coisa que eu ouvi até hoje sobre isso. O cara vira pro amigo e diz: “Você já pediu pra ela?” Aí o cara diz: “Não. Não pedi.” Se você não pedir outro vem e pede no seu lugar. Então você tem que chegar e pedir. A única coisa que você pode ouvir dela é um não. Mas corre o risco de ganhar um sim, entendeu?

Quando chega pedindo, você pede o quê?

Eu não peço porque eu acho que o cara tem que pedir de forma diferente. Por exemplo, existem coisas numa mulher que eu gosto, eu gosto de pé bonito, de mão bonita, né? Eu acho que só de você chegar pra uma mulher e dizer pra ela assim: “Você tem as mãos bonitas”, você já está começando a dizer, entendeu? Porque, por exemplo, você olha assim pé e mão, você já viu o resto. Ela já sabe que você viu o resto.

Tem gente que fala o seguinte: “Macho que é macho tem que mostrar que é macho comendo mulher feia.” Você encara mocréia?

Já encarei mocréia. O quê? Tem uma história de um lugar, eu não vou falar o lugar… Nós terminamos de fazer o show e tinha uma mulher que era a diretora da TV Globo de lá. Aí ela disse assim: “Olha, eu vou levar vocês, vou levar a moçada, para uma boate.” Aí fomos para a boate, né, meu irmão? Só que quando nós chegamos lá era um puteiro, meu irmão, luz negra, sabe? Aí entramos lá na sala, bicho, vamos embora, né? Vamos no embalo e coisa e tal. Aí pintou uma engraçadinha lá, né, bicho? A maior pinta assim, luz negra. Aí a gente até acabou saindo, né? Fomos saindo e tal e fomos parar num motel da cidade. Aquele motel assim cinco estrelas à esquerda, né? Aí, cara, quando chegamos lá no motel e tal e começou aquela agitação, aquele ritual, coisa e tal, eu percebi que ela usava uma peruca.

Onde é que ela usava peruca?

Uma peruca de tranças que daí a pouco… Eu vi que era uma mocréia, meu irmão. Aí eu disse: Eu vou fugir do motel. Aí falei: Vou deixar ela dar uma dormidinha e coisa tal e vou tomar um…

Peraí. Mas essa dormidinha, você já tinha comido?

Claro.

Já tava no segundo tempo?

Aí no segundo tempo eu percebi que a mulher tava dormindo. Aí eu disse: Vou fugir porque eu não vou sair com essa mulher. O quê? Não vou sair com essa mulher de dia na rua, não é? Vai sujar! Suja o filme legal. Aí eu botei a roupa de manhã, coisa e tal, e tô saindo, quando eu abro a porta pra sair… Ela disse assim: “Aonde você vai, meu amor?”

E aí? O que você fez?

“Não. Eu vou aqui buscar o café, não demoro e coisa e tal.” Mas aí já não tinha jeito, eu tinha que sair.

E cheia de carinho de manhã.

Pegamos um táxi, e eu ali enterrado no banco. E ela dizia assim: “Por que você está tão encolhido?” “Não”, eu disse, “estou com problema aqui de dor nas costas.” Bicho, ela me levou até o hotel. E chegando no hotel eu me despedi e ela disse: “Não, deixa, eu vou descer com você.” Meu irmão, que vexame. Mas a gente tem que passar por isso.

E aí? Você fez show nesse lugar de novo?

Não, não voltei mais lá.

Você já roubou calcinha de sua mãe?

Não.

Essa tara de calcinha é recente?

Não, essa tara é antiga porque eu acho… Quer dizer, calcinha é uma das peças mais bonitas do vestuário feminino. Eu acho. Por exemplo, o que era a minha diversão antes? Quando você chegava a ver uma calcinha…

Era uma festa?

Era uma festa. O cara na escola… A calcinha dela é preta, a calcinha dela é amarela, branca.

Já dava enredo.

Você ver a calcinha de uma mulher sempre foi uma coisa assim… E até hoje, né? Você dá aquela sacada. Até hoje você finge, né? Você vai na praia, tudo certo. Mas sabe? Não é como aquela saia, né? Porque você olha, já vê a coisa e diz: Hum… Que maravilha. Não é, bicho?

Agora sinceramente, você está com quarenta e tantos anos, você ainda toca punheta?

Vamos imaginar assim, eu não teria muito tempo.

Mas não tem nem treino é treino, jogo é jogo? Não? Já parte pro jogo direto? O calendário é exaustivo.

Não, não. Esse negócio de fazer treino antes… Entendeu? O cara que faz treino antes não é um cara sabido.

Não é um profissional não?

Não é um profissional.

Como é que é a técnica? Conta aí.

Técnica de quê?

A técnica do vamo lá. Você não quer ficar rico com o método Wando?

Isso não se ensina, isso se aprende e guarda. Entendeu como é? Porque um homem que ensina o que faz sexualmente não é esperto. Eu acho que essa técnica vocês não têm que perguntar pra mim. Descubram uma delas aí.

Dá um conselho pro nosso leitor adolescente, quinze, dezesseis anos, que tá começando agora.

Que não seja um coelho. É melhor ser um jabuti do que um coelho, entendeu? Quanto mais demora mais elas gostam.

E crítico de música, hein, Wando? Tem algum crítico que você já teve vontade de doar uma porrada?

Os caras já fazem crítica do meu show sem assistir. O cara diz assim: “Bom, show do Wando deve acontecer isso, isso, isso.” Eu já disse assim: Crítico é aquele cara que fica em casa de óculos, cuecão, sabe como é o negócio? E a mulher dele diz: “Vem. Meu amor…” E ele diz assim: “Não, agora eu não posso. Agora eu estou fazendo a crítica do disco do Wando.”

A gente estava falando sobre críticos com a Rogéria. E ela confirmou a existência do que chama de “A máfia do cu”. Que elogia todo viado que surge e diz que é o máximo!

Bem, o negócio é o seguinte, eu não sei deles, eu sei é delas, entendeu?

Por isso eles te criticam, cara. Se você for dar uma machucada lá, de repente…

Não tô nessa não. Meu negócio é outro.

Pega um garotão aí da Folha de S. Paulo que você vai se dar bem.

Não, mas eu não estou nessa não. Eu quero mais é que eles falem mal, tá dando o maior pé. Já disse pra eles assim: “Quando vocês falam bem eu fico preocupado. Porque aí exatamente a galera vai pensar que eu comi alguém.”

Uma mensagem final…

Bicho, o negócio é o seguinte: você tem que acordar de manhã todo descabelado, com mau hálito, todo fodido, todo despencado… Mas aí você nem se olha no espelho, liga pra ela e diz assim: “Eu vou comer você mais tarde.”

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