Visões da Morte no samba pós-moderno de Bezerra da Silva

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Por Pop Escobar

Londres – William Blake pode descansar em paz. O sangue, o suor, as lágrimas e o conhaque de Alcatrão de São João da Barra escorrem do morro e se infiltram no vinil visionário de Bezerra da Silva (Bezerra Live, álbum triplo, Death Records). A urbe caótica e junky respira aliviada! Já pode aplicar nas veias mais uma overdose de modernidade e morte. Tanatos forever! Não se via nada tão pós-moderno desde a chacina do Salgueiro.

Com a faixa “Matei a Minha Mãe”, o pós-poeta edipiano completa genialmente a trilogia iniciada com “Matei o Meu Pai” e “Dei Porrada no Cachorro”, fazendo a cabeça gomalinada da juventude pós-moderna e desempregada que infesta este podre Reino Unido. A garotada da Velha Ilha aos gritos de “God save Bezerra!” não deixa a Rainha dormir em peace. Mas o ectoplasma de Lady Di adora. Oh, yeah!

A decadente Europa pós-moderna mais uma vez se rende ao talento e ao três-oitão de Bezerra. Um álbum imperdível! Um álbum espetacular! Um álbum de matar! O príncipe Charles vai dar pra todos os amigos.

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