Violência em Manaus atinge índices alarmantes

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A capital do Amazonas está irremediavelmente condenada ao progresso, ou seja, sua violência urbana já é comparável, percentualmente, à de cidades do primeiro mundo, como Nova York, Tóquio, Londres, Paris, São Paulo, Rio de Janeiro e Bagdá.É o que mostra uma pesquisa do Atlas da Violência 2017, estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FPSP), divulgado nesta quinta-feira. Os dados do estudo mostram que 99,99% dos manauaras já foram vítimas de atos violentos, enquanto o restante, 0,01%, ou é político profissional ou marginal.

A pesquisa revelou outros dados preocupantes: 65% dos entrevistados já foram seviciados, isto é, comidos pelos meliantes. 73% já foram parados em blitzes policiais e tiveram que pagar a cervejinha dos meganhas pra não virar presunto da Sadia antes do Natal. 45% já tiveram suas paredes pichadas por algum político de um dos 119 partidos existentes no país. 84% já levaram um cacete seguro durante um assalto. 55% acham que se fossem pegos pela polícia teriam apanhado ainda mais. 68% são a favor da pena de morte. 100% acham que a pena de morte deveria ser acompanhada de torturas físicas e mentais, tipo ouvir “Despacito”, do Luiz Fonsi, durante doze horas seguidas. 4% disseram que tem percentual sobrando nesta pesquisa.

A maior frustração do manauara é o fato de que mesmo recebendo um salário de merda – no caso de não fazer parte dos 25% de desempregados – ainda se vê obrigado a repartir a bufunfa com os marginais. O mais surpreendente: a quase a totalidade do universo pesquisado já foi assaltada mais de uma vez.

–  Eu já fui assaltado oito vezes, da última vez até me comeram. O pior é que sou guarda municipal e faço bico de segurança para o deputado Adjunto Afônico – revelou José Alberto Onofre, atualmente conhecido na vizinhança como “Guiomar do 123”.

– Eu já fui assaltado cinco vezes e da última vez também botaram no meu tareco. O pior é que também sou assaltante! Tá ruim pra todo mundo! – disse Paulo Ambrósio, o “Risca Faca”.

Ainda de acordo com a pesquisa, as mulheres são as vítimas que mais sofrem nos assaltos, pois os meliantes não se preocupam muito com esse negócio de beleza física e, durante o assaltarem, passam todas elas na vara, independente de serem minas saradas ou tribufus do penacho roxo. O que os bandidos querem ver é o bicho vomitar.

– Assaltada, eu já fui 15 vezes, comida na marra umas trinta, e por espontânea vontade, dei bem umas vinte – revelou uma pesquisada, que preferiu manter o nome em segredo.

– O ruim não é ser comida de graça, que isso o meu patrão faz todo dia – explicou a empregada doméstica Maria Aparecida.  – O chato é que os bandidos levam até o vale-transporte, daí eu tenho de ir a pé do Parque Dez até o Monte Sião… Numa pernada dessas, andando sozinha e de madrugada, eu sou enrabada no mínimo mais 14 vezes. Não tem cu de peruana que aguente!

A pesquisa constatou ainda que 89% dos entrevistados acham os ladrões mais eficientes do que a polícia. 75% acham que a polícia tem que parar de desfilar pelas ruas do centro se exibindo e ir caçar bandidos nas quebradas. 58% acham que a polícia deveria distribuir metralhadora e 47% já possuem metralhadora. A solução para diminuir a violência conforme 125% dos entrevistados é jogar uma bomba atômica na cidade.

Menos radicais, 68% dos pesquisados acreditam que o Governo Federal deveria abrir uma brechinha na legislação fiscal para os assaltos serem abatidos no imposto de renda, isto no caso do assaltado não ter sido abatido antes pelos assaltantes.

Procurado pela nossa reportagem para comentar o resultado da pesquisa, o atual xerife de Gotham City, Sergio Fonte de Trevi, foi curto e grosso que nem o três-oitão que usa na cintura:

– Vou acabar com a violência em 90 dias, mas esse negócio de pesquisa, sinceramente, parece coisa de viado!

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