Vem aí o Big Brother Brasil 18: Fuja!

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Por Sérgio Augusto

Em 2001, antes da estreia do Big Brother Brasil, escrevi, no Caderno 2 do Estadão, que era difícil julgar quem é mais doente: se os que se esfalfam, viajam e gastam dinheiro para participar dessa gincana narciso-sado-masoquista ou os milhões de voyeurs que dão Ibope a esse tipo de programa. A questão patológica não se esgota aí. E os efeitos da panóptica clausura?

Lembro que a mulher do primeiro eliminado do BBB1, o modelo Caetano, pediu à Globo a ajuda de um psicanalista. Não para ela, mas para o modelo, que pirou. Ele cismou que câmeras o vigiavam em todos os lugares por onde passava. A mulher de Caetano deveria dar-se por muito feliz. Afinal, o primeiro eliminado do Big Brother original, holandês, ficou tão deprimido que se atirou debaixo das rodas de um trem, e sem o charme de Anna Karenina.

Não ficarei surpreso se o primeiro caso psicopatológico produzido pelo BBB18 for o oposto de Caetano: um expulso que não consegue mais viver sem câmeras vigiando-o em todos os lugares por onde passa o seu narcisismo. Afinal de contas, esse programa de (e para) idiotas está atingindo a maioridade.

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