Será o fim do começo ou o começo do fim?

0
Casamento da jornalista Ticiana Villas Boas e do empresário Joesley Batista, presidente do Grupo JBS Friboi

Por Giba Um

O presidente Michel Temer cortou 44% do orçamento da Polícia Federal em 2017, ou seja, mesmos recursos para investigações. Com essa redução a PF teve que diminuir a equipe, afetando diretamente a operação Lava Jato. Analistas indicam que isso é uma maneira, de desacelerar as investigações, podendo até resultar no fim da operação.

Opinião de Dilma

A ex-presidente Dilma Rousseff não se manifestou publicamente sobre as denúncias que caíram em cima de Michel Temer, no qual nomeia a liderança do “suposto golpe” que acredita ter sofrido. Mas a amigos próximos dizem que ela confessou que está assustada com o rumo que a crise política que está se instalando no país. “Tudo isso é muito ruim. Olha o que eles fizeram com o Brasil”, confessa Dilma a um amigo. Segundo este amigo Dilma ainda ficou surpresa pela calma em que Joesley Batista descreveu as acusações em seu depoimento de delação premiada. Dilma diante dos fatos resolveu não viajar mais para Inglaterra, e acompanhar de perto os próximos acontecimentos na política.

Próximos passos

Ainda aliado do Governo, o PSDB, vai esperar mais alguns dias para tomar a decisão de ficar ou não ao lado do Governo. Tucanos mais antigos defendem a tese de que não se pode tomar atitudes no calor dos acontecimentos. Esperara alguns dias, mas na próxima semana já deve ter uma posição a ser defendida.

Impeachment

A OAB decidiu entrar com um processo de impeachment do presidente Michel Temer. Em sua votação, 25 representantes das OAB estaduais, votaram a favor do pedido. 01 estado foi contra e o representante do Acre não compareceu.

Sem paradeiro

Joesley Bastista, um dos donos da JBS assim que prestou seu depoimento de delação e onde fez um acordo para não ser preso, viajou com de destino a Nova York. Segundo pessoas próximas ele não está mais na cidade norte americana, depois que supostamente ameaças foram feitas a ele e sua família. Ao que parece estas foram medidas tomadas com autorização da justiça brasileira, que autorizou a mudança de endereço sem comunicar a ninguém.

Localização

Amigos dos irmãos Batista, donos da JBS, acreditam que Joesley, nunca pensou em ir para Nova York, depois de seu depoimento de delação premiada. Antes mesmo de soltar a bomba de denúncias contra o presidente Michel Temer, já tinha seu destino planejado. Uma semana antes da viagem sua filha e um neto pararam de frequentar a escola e ele teria seguido para propriedade da família no estado do Colorado, bem próximo a sede do frigorifico nos EUA.

No Brasil

Ainda segundo a defesa do JBS, Wesley Batista, continua no Brasil e trabalhando normalmente em seu escritório. E dizem pessoas próximas de que ele não pretende viajar, por enquanto.

Processos

Mesmo longe do incêndio causado pelas suas declarações, Joesley e Wesley Batista, donos da JBS terão que enfrentar cinco processos abertos pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários. Segundo a Comissão o frigorifico teria se beneficiado e lucrado com a manipulação do mercado porque possuíam informações privilegiadas após firmarem a colaboração premiada.

Investigada

Além dos processos que poderá sofrer os donos da JBS, estão sendo investigado em outro ramo, o bancário. O Ministério Público investiga a compra do banco Matone, pelos irmãos Joesley e Wesley em 2011. Hoje o banco chama-se Banco Original, quem vem investindo forte em publicidade.

Outro contra

Um dos advogados que compõe a defesa do presidente Michel Temer, também está contra o juiz Sérgio Moro. Segundo fontes, o criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, que foi cotado para assumir o ministério da Justiça no lugar de Alexandre de Moraes, pediu o afastamento de Moro. “Questiono suas condições para o nobre mister de julgar. Porque falta-lhe algo que não é condição intelectual, mas imparcialidade. Estou com muito medo do avanço do autoritarismo do judiciário”.

Causando medo

Na noite de domingo um jantar foi organizado para homenagear o advogado Cristiano Zanin, um dos advogados de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no restaurante Rubayat, em São Paulo. Mas uma cena causou muito medo aos olhos de especialistas. Presentes no local além do homenageado, sua colega de defesa Valeska Teixeira, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado de Michel Temer, Alberto Toron, advogado de Aécio Neves e José Eduardo Cardoso que defende a ex-presidente Dilma Rousseff.

Em defesa

O presidente Michel Temer em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo disse que não sabia que Joesley Batista estava sendo investigado quando recebeu em sua casa. Ainda disse que o próprio Eduardo Cunha já desmentiu a declaração do empresário, em carta falando que não havia pedido dinheiro a ninguém. E voltou a afirmar que não irá renunciar: “Eu não vou renunciar. Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa”.

Fique fora

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na semana passada tinha a intenção de ajudar a Venezuela sair da crise que se encontra. Mas o presidente Nicolás Maduro não viu com bons olhos, ou melhor, com boas intenções. Em um discurso a TV, Maduro mandou um recado a Trump: “Chega de intromissão… Vá para casa, Donald Trump. Saia da Venezuela. Tire suas mãos sujas daqui”.

Não vai

Assim que as denúncias dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, caíram sobre o presidente Michel Temer, já surgiram boatos de sua renúncia e de uma eleição indireta. Um dos nomes mais cogitados que era apontada para ser o substituto de Temer era da presidente do STF – Supremo Tribunal Federal – Cármen Lucia. Mas ela não poderá ser, porque não tem filiação a nenhum partido. Analistaa apontam que mesmo que ela tivesse algum elo partidário, não iria se candidatar, porque tudo acabaria dando a impressão de uma armação do Supremo para assumir o poder e assim comprometeria a credibilidade da Casa.

Vai ficar

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, resolveu ficar no cargo, contrariando a decisão de seu partido, o PSB que rompeu com o Governo. O destino de Fernando no partido ainda é incerto, alguns querem a expulsão dele, outros são mais cautelosos e estão pensando mais longe. Caso Temer venha sair, o ministro poderá continuar no cargo, e dependo do “suposto” novo presidente a sigla poderá tentar emplacar outros nomes.

Novas informações

Parece que a JBS pode mesmo ter se beneficiado com acordo de delação premiada e com a autorização de gravações feitas contra o presidente Michel Temer. Agora informações que circulam em Brasília é que Joesley Batista, não prestou depoimento na CPI do BNDES em 2015, porque deputados do PT e do PMDB, articularam para isso, e o mentor disto teria sido o ex-deputado Eduardo Cunha, na época já presidente da Casa. Analistas dizem que se isso for realmente verdade, atribuem o pagamento de Joesley para Cunha até os tempos de hoje como uma espécie de agradecimento.

Calado

O pré-candidato à presidência, Ciro Gomes (PDT), vinha se vangloriando por não aparecer nas delações dos ex-executivos da Odebrecht, mas agora calou-se. Tudo isso porque na delação da JBS, seu nome aparece como recebedor de propina.

Bem na fita

Durante as gravações feitas por Joesley Batista com o presidente Michel Temer, e entregues a PRG – Procuradoria-geral da República, em certo momento ele conta a dificuldade de falar com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que recusava atendê-lo. Com isso o ministro ganhou alguns pontos no cenário político e seu nome já é o favorito para substituir Temer, em caso de uma eleição indireta. Detalhe: Meirelles foi executivo da JBS antes de entrar para o ministério.

Mentiu

Joesley e Wesley Batista podem estar em liberdade, mas um dos advogados da empresa está preso, Willer Thomaz. Em seu depoimento Thomaz contou que Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) havia lhe procurado porque haviam escutado boatos sobre a delação dos irmãos. Joesley pediu para avisá-lo para ficarem tranquilos que não havia esta possibilidade. Joesley mentiu.

Não vai aceitar

Para o vice-líder do governo na Câmara Darcisio Perondi (PMDB-RS) acredita que dificilmente o presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) aceitará algum dois oito pedidos de impeachment contra o presidente Michel Temer.

Tem uma explicação

O ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), não seguiu o seu colega de partido o ex-ministro da Cultura Roberto Freire que pediu demissão. O motivo é simples: Jungmann é suplente de um deputado federal, saindo do ministério ficaria sem cargo, ou contrário de Freire que poderá voltar a exercer sua função já que Rodrigo Garcia, deputado do qual é suplente continua, nomeado como secretário de Habitação do Estado de São Paulo.

Temos que continuar

A senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) esteve no Palácio do Alvorada, e saiu de lá um pouco frustrada. Freitas acredita que apesar da bomba lançada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista na última quarta-feira, sobre o presidente Michel Temer os trabalhos dos congressistas não podem parar. “Não podemos interromper a agenda econômica em razão de uma crise essencialmente política”.

Indenização

A atriz e apresentadora Mônica Iozzi fechou um acordo e deverá pagar uma indenização de R$ 30 mil ao ministro do STF – Supremo Tribunal Federal – Gilmar Mendes. O acordo foi fechado na sexta-feira. Mônica criticou o ministro quando ele concedeu habeas corpus ao médico Roger Abdeimassih em outubro do ano passado.

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here