Prefeitura de Manaus e a arte de jogar dinheiro fora

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Inaugurada com pompa e circunstância em outubro de 2014, a Galeria dos Remédios, na rua Miranda Leão, foi o segundo shopping popular entregue pelo prefeito Artur Neto e deveria abrigar 220 novos comerciantes (ex-camelôs). 

Além das lojas, o shopping contaria também com 13 lanches, espaço beleza, com cabeleireiros e manicures, guichês de vendas de passagens dos barcos que fazem as viagens regionais e uma unidade do Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC), em substituição à que funcionava na área do Porto de Manaus.

Infelizmente, na prática a teoria é outra.

Com quatro andares, a Galeria dos Remédios tem o dobro do tamanho da Galeria Espírito Santo, inaugurada no início de agosto de 2014, e também o dobro de problemas.

Há um ano, o elevador está desativado. Ninguém se arrisca a subir oito lances de escada levando mercadorias para os boxes se a população, provavelmente, também não vai fazer o mesmo.

Dos 220 comerciantes previstos, apenas 60 estão funcionando no local. Os outros boxes estão fechados desde a inauguração.

O que seriam guichês de vendas de passagens dos barcos regionais nunca entraram em operação.

“Os fregueses sumiram, os negócios desandaram e desde a inauguração nenhum fiscal da Prefeitura apareceu aqui para se inteirar dos problemas”, diz um dos ex-camelôs, que preferiu não se identificar para evitar retaliações.

Indiferente à real situação dos permissionários, a Prefeitura já adquiriu um novo prédio ao lado da Galeria dos Remédios para fazer um novo shopping semelhante ao primeiro, sob o malandro argumento de “revitalização do prédio da Galeria dos Remédios”.

A nova brincadeira está orçada em R$ 8.139.249,77. É isso mesmo que você leu: a PMM vai gastar mais de oito milhões de reais para construir um novo “shopping fantasma”, ao lado do atual.

Mas o desperdício de dinheiro público não para por aí.

Como se a lambança da “revitalização” ainda não fosse suficiente, a Prefeitura adquiriu mais dois prédios na rua dos Barés, que também serão transformados em shoppings populares e integrados à Galeria dos Remédios.

Os dois prédios serão demolidos.

As obras ainda não começaram porque um dos prédios enfrenta pendengas judiciais entre os herdeiros do proprietário, já falecido, e a transação com a PMM ainda não foi concluída.

Mas basta ver a situação existente entre os dois prédios e a Galeria dos Remédios para saber que a Prefeitura vai colocar uma grana preta nessa nova obra, absolutamente desnecessária.

A viúva é rica.

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