Pesquisa CANDIRU constata: têm institutos de pesquisas pra porra em Manaus!

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Preocupado em detectar os anseios do povo amazonense, o portal CANDIRU soltou um batalhão de universitários desempregados na cidade para saber o quê que a baiana tem. Munidos de questionários, eles saíram pelas ruas de Manaus disputando com camelôs, compradores de ouro, haitianos, menores abandonados, flanelinhas e crentes pentecostais recém-convertidos quem conseguiria encher mais rápido o saco da população indefesa.

A sondagem não deixou ninguém de fora: todo mundo foi pesquisado – incluindo os pesquisadores dos 171 institutos de pesquisas concorrentes existentes na cidade. O universo pesquisado compreendeu a Zona Norte, a Zona Sul, a Zona Leste, a Zona Oeste e a Zona propriamente dita, que funciona no Centro. A pergunta básica da pesquisa foi: “Supunhetando que você valesse alguma coisa para os home lá de cima, pra quem você venderia seu voto na próxima eleição?”

A seguir apresentamos uma amostragem geral por zona. Os dados foram tabulados por um estagiário da Prodam, na sua (dele) hora do almoço, usando os equipamentos da autarquia. Por favor, não demitam o moleque. É melhor ele continuar fazendo isso do que roubando, estuprando, matando ou fumando crack no banheiro.

 Zona norte é pouco politizada

Nesta zona, 45,3% dos entrevistados mandaram nossos pesquisadores para a puta que pariu e 53,4% sugeriram gentilmente que nossos rapazes enfiassem seus questionários no rabo. Os restantes 1,3% não quiseram responder por que estavam muito atarefados ouvindo no radinho aquelas maravilhosas dicas do garotinho Valdir Corrêa sobre como os sapatos ganham novo brilho usando sumo de limão. A mais significativa resposta desta zona foi dada pelo vigia noturno Antônio Surdo, residente no Mauazinho. Perguntado sobre que análise faria de toda essa celeuma sobre o processo sucessório para o mandato-tampão de governador, ele foi taxativo: “Cuma?”

 Zona Leste prefere Sabino

Apesar de ser a zona com o maior contingente humano, os moradores são bastante pobres e estão mais preocupados com a falta d’água na bica e de comida na mesa do que com os destinos do Estado. Exatos 67,5% dos entrevistados pediram dinheiro dos pesquisadores para comprar uma enfiada de jaraqui ou uma lata de sardinhas, 32,1% queriam despachar uma receita médica e 0,4% queriam um emprego de gari na Prefeitura. Como os pesquisadores também estavam lisos, eles preferiam despachar os rapazes batendo a porta na cara e voltaram a se concentrar no programa do Sabino, que dava importantes dicas sobre como os sapatos ganham novo brilho usando sumo de limão.

Zona Oeste é muito violenta

Nesta zona, os nossos bravos pesquisadores foram postos pra correr por dezenove galeras diferentes e tiveram que se contentar em pesquisar alguns moradores que aguardavam o ônibus na Avenida Brasil. Ninguém soube explicar as causas da violência, mas todos foram unânimes em afirmar que em algumas ruas da Compensa a polícia só entra com proteção policial. Das pessoas que aguardavam ônibus, 56,7% estavam com o dinheiro da passagem contado, 29,8% eram idosos que iam subir pela frente e os restantes 13,5% estavam esperando alguém marcar touca nas janelas dos ônibus pra eles arrancarem a correntinha de ouro e saírem correndo.

Zona Sul prefere Teló Patixa

Apesar de atuar em outro cenário socioeconômico, nossa equipe de pesquisa não foi mais feliz na Zona Sul. No condomínio fechado Solar dos Inadimplentes, no Vieiralves, por exemplo, um pesquisador foi barbaramente espancado a golpes de vassouras, tacos de beisebol e corrente com cadeado na ponta por ter sido confundido com um fiscal do IPTU. Nesta área, surpreendentemente, o grau de politização foi ainda menor. Entre os entrevistados, 38,5% afirmaram que tanto fazia Zé como Cazuza, contanto que não faltasse sol para irem passear de lancha, 29,8% responderam que estavam mais preocupados em pagar as prestações atrasadas do carro importado. Os restantes 31,7% afirmaram que preferiam Teló Patixa porque pior do que tá não fica.

 Zona propriamente dita quer ver o pau comer

Apesar de alguns homens públicos terem as genitoras labutando nesta Zona, os nossos pesquisadores suaram bastante para conseguir respostas satisfatórias, porque as distintas meretrizes e demais componentes da fauna local preferiram levar tudo na gozação e os moleques terminaram mesmo gozando, numa boa. O que se apurou nesta zona foi que entre “enxugar o governo e distribuir melhor a renda no interior” ou “implantar a meritocracia distribuindo sinecuras para a parentada” a jiripoca vai piar. Assim sendo, 69% deles preferiram as sinecuras na capital à distribuição de renda no interior. “Acho que rola mais sacanagem na parada”, afirmou um deles. Outros 7% preferiam “o lance de enxugar o governo” porque estavam com pouco dinheiro. Os restantes 24% ficaram só de olhar, porque não eram muito chegado.

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