Pergunta que eu respondo!

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shy teen student fantasizing about sex

Prezado Senhores. Como professor, venho expressar minha preocupação acerca do projeto de implantação da cadeira de Educação Sexual na rede pública de ensino. Como nós, educadores, poderemos nos expressar durante as aulas? Usando a linguagem cientifica certamente não seremos entendidos. Será que a garotada vai saber o que é felatio ou cunninlingus? E se falarmos, por exemplo, em sexo anal, será que eles não vão pensar que é passar o ano inteiro transando? Gostaria que os senhores, como profundos conhecedores do assunto, nos dessem – a mim e aos demais professores – uma sugestão para esse tão delicado problema. (Prof. José Botelho Carvalho, Cidade Nova)

Olha, professor, ficamos bastante lisonjeados com seu e-mail, mas, ao contrário dos senhores, o nosso conhecimento sobre tão palpitante assunto é apenas prático. Na nossa modesta opinião, a solução é bastante simples: basta contratar um casal experimentando para, na frente da turma, ir executando os rituais e posições, enquanto o professor, ao lado, vai dando o nome de cada coisa, sem cair na linguagem chula. E para evitar dar mais trabalho para o pessoal da limpeza basta obrigar a garotada a manter, o tempo todo, as mãos sobre as carteiras.

Prezados Senhores. Minha vida tá um inferno pior do que as dos assessores do Trump. A Maria Cremilda, minha patroa, tá tomando uma tal de reposição hormonal que tá fazendo ela ficar com voz grossa, cabelo no peito e bigode. Otoniel, meu filho, deu pra usar brinco no nariz, raspou a sobrancelha, colocou tachinhas na língua, deixou de usar cueca e me disse que agora é punk. Eleonora, minha filha, deixou o cabelo do sovaco crescer, parou de tomar banho, vive dizendo que vai salvar o mico-leão dourado e agora faz parte de uma religião chamada grinpiço, grinpica, uma porra dessas. No escritório, meu patrão, Carlos Wanderley, que é muito frango, só vive querendo pegar na minha mala e ainda por cima me paga uma mixaria. Estou querendo aproveitar que o rio Negro tá cheio pra pular da Ponte de Ferro e morrer afogado. Eu pulo ou não pulo? (Francisco Sebastião, Beco do Macedo)

Caríssimo Chico Sabá, o senhor já deveria ter pulado e, de preferência, em cima de um daqueles vagabundos que ficam biritando naqueles bares flutuantes, embaixo da ponte, batendo palmas para quem se joga lá de cima.

Seu CANDIRU. Eu trabalho aqui no rodo mantendo contato com marinheiros de outros países. Agora, com esse negoço de crise cambial na Argentina eu fiquei sem saber como cobrar pelas minhas colaborações. Com dólar e marco alemão, eu me viro, que eles valem de qualquer jeito, mas é que tem umas merdas duns dinheiros duns países de merda aí, que se antes já num valiam nada, que dirá agora! Me ajude, pliz! (Secretária da Beira do Cais, Roadway)

Minha filha, mande uma fotografia 18 por 24, totalmente pelada, de frente e de costas, pra gente avaliar a paridade do austral versus real, que, se estiver nos trinques, a gente lhe aconselha direitinho. Não se esqueça que conselho e cu só se dá pra quem pede.

Prezados Senhores. Eu sou uma estudante de Psicologia de Ulbra e gostaria que vocês me explicassem direito essa história de que o Freud disse que toda mulher sente inveja de pênis. Gostar, eu gosto, mas sentir inveja, nunca senti. Quem está errado, eu ou Freud? (Patrícia Farias, Vivenda Verde)

Pat Farias, amore mio, ninguém aqui é entendido em pênis não e tampouco sabe deste troço de “inveja de pênis”. O que posso adiantar é que o nosso fotógrafo Paulo Tripé tem um pênis de fazer inveja! Se estiver interessada em conferir, passe aqui com a gente durante o horário comercial.

(e-mails, críticas, sugestões, colaborações e doações devem ser enviadas para simaopoetapessoa@gmail.com)

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