Papa quer negociar com narcotraficantes mexicanos

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Vaticano – No último domingo, diante de milhares de fiéis na Praça de São Marcos, o Papa Francisco fez um apelo comovente para que cessem as hostilidades entre os cartéis mexicanos de Juárez e Sinaloa, que se enfrentam diariamente pelo monopólio de distribuição de drogas nos Estados Unidos.

O Sumo Pontífice sugeriu que as forças envolvidas no conflito sigam o exemplo dos antigos peles-vermelhas americanos e fumem todos juntos, de mãos dadas, o Charrão da Paz, ouvindo “Give Peace a Chance”, de John Lennon. Ele recomendou para sediar o evento a esquina das ruas Haight e Ashbury, em São Francisco, famosa por seu papel como centro difusor do movimento hippie na década de 1960.

O Papa Francisco também pretende levar pessoalmente sua mensagem de paz & amor à região assolada pela guerra fratricida. O chefão da grande famiglia católica aproveitará a viagem para fechar negócio com os fornecedores locais visando a fabricação de hóstias “especiais”, com o objetivo de “atrair para a igreja a juventude que está se perdendo nas drogas e no vício”.

O Cartel de Sinaloa é um dos mais perigosos e fortemente armados do país. Ele age nos Estados de Baja California, Sinaloa, Durango, Sonora e Chihuahua e é considerado a maior rede de distribuição de cocaína de todo o mundo, com ramificações que vão desde os campos de cultivo de coca no Peru até as ruas das grandes cidades dos Estados Unidos. Conhecido como El Chapo, Joaquin Guzman, seu chefe ganhou fama internacional recentemente ao entrar na lista da revista americana Forbes dos maiores bilionários do mundo.

O cartel baseado na cidade de Juárez, no Estado de Chihuahua, está em confronto direto com o grupo de Sinaloa. Dirigido pelos irmãos Carrillo Fuentes, ele é responsável por cerca de 50% das substâncias ilegais que entram nos EUA pelo México. Acredita-se que o líder do Sinaloa, Guzman, está envolvido no assassinato do irmão do bando de Juárez, Vincente Carrillo Fuentes, em 2004. O cartel seria o responsável pelo crescimento das vendas de heroína mexicana consumida no Texas.

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