Não é jogo do bicho, pô!

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Por Marcos de Vasconcellos

O maestro Carlos Monteiro de Souza gravava a abertura do programa Praça 11, do triunvirato Clemente Neto, Boni e João Roberto Kelly.

Entre os músicos da orquestra figurava o extraordinário trombonista Edmundo Maciel que, ultrapassando os ditames da partitura orquestrada por Monteiro de Souza, meteu lá uns bordados com o seu instrumento, por conta própria, desobedecendo à organização musical estabelecida pelo maestro.

Quando foi chamado à atenção, argumentou:

– Bicho, qual é? Isso é liberdade poética!

Monteiro de Souza, botando as coisas no lugar:

– Bicho, vale o escrito!

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