Miss Bumbum não vai mostrar o bumbum no Anhembi

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A Miss Bumbum, Erika Canela, vai desfilar toda coberta pela Unidos de Vila Maria. Nem o eleito bumbum mais bonito de 2016 nem a polêmica tatuagem de Donald Trump que ela fez nas costas estarão à mostra no Sambódromo do Anhembi.

A escola de samba Unidos de Vila Maria vai homenagear Nossa Senhora Aparecida e decidiu que não haverá nudez no seu desfile.

Mas isso não é um problema para a modelo, que vai desfilar com um macacão branco e prata. “Eu fiquei muito feliz. Eu não tenho só bumbum para mostrar na avenida, eu tenho o meu sorriso que é melhor que mostrar só a bunda. Vai ser um desfile muito elegante”, afirma Erika.

Evangélica, a modelo garante que ficou honrada em desfilar pela Vila Maria e que o pai, missionário, ficou aliviado ao saber que ela estaria coberta. “Meu pai é bem bravo, ele viaja levando a palavra de Deus e mantimentos, constrói casas. Quando ele soube como seria o desfile, ficou aliviado.”

Aos 25 anos, Erika conta que a família é bem rigorosa. “Só furei a minha orelha há dois anos, a primeira vez que eu pintei a unha de vermelho foi a um ano meio atrás. É tudo novo para mim. Eu fui organista e meus irmãos são músicos da Igreja.”

Tendo crescido em uma família religiosa, o contato com o Carnaval começou há menos de dois anos e para se preparar para o desfile, Erika ensaiava todos os dias. “Eu estou fazendo aula de samba três vezes na semana, mas fico em frente ao espelho treinando. A gente não nasce sabendo, mas eu estou fazendo de tudo para quem sabe um dia ‘arregaçar’ no samba”, brinca.

A preparação para o desfile começa e termina com as aulas de samba. Pelo menos é o que garante a Miss Bumbum que afirma não fazer dieta nem frequentar academia. “Por enquanto, a minha genética está me ajudando. Eu sempre fui magrinha, parecia aquelas formiguinhas tanajura.”

Para os próximos anos, Erika não sabe o que esperar. “Um pouco perdida”, a modelo se permitiu mais um ano de tentativas na carreira artística. “Se eu não tivesse vencido o Miss Bumbum, eu já teria ido para o Paraguai, porque meu sonho mesmo é fazer medicina, ser cirurgiã plástica. Mas eu gostaria de entrar no teatro, fazer cinema e novela. Eu acho que me dou bem com isso.”

Polêmicas

Desde que venceu o concurso Miss Bumbum Brasil 2017, Erika teve seu nome envolvido em polêmicas. A mais recente – e a maior – é a tatuagem que a modelo fez nas costas com o rosto de Donald Trump, presidente americano que tem sua campanha eleitoral marcada por ataques pessoais e posicionamentos controversos.

A musa se diz fã do presidente e diz que já acompanhava a carreira do presidente quando ele era apresentador do programa O Aprendiz. “Ele é um cara muito inteligente, eu acho que nenhuma pessoa é bilionária sendo burra”, explica Erika, completando que começou a se decepcionar com Trump e, por isso, se tatuou.

“Eu fiz a tatuagem como uma forma de chamar a atenção da mídia, para que chegasse até ele, e que ele mudasse um pouco a ideologia dele contra os imigrantes, os latinos. Eu não me arrependi da minha tatuagem e espero não me arrepender”, completa.

Apesar de desejar que a repercussão fosse grande, para “chegar até ele”, Erika conta que não esperava que tantas pessoas fossem reclamar. “Eu nem imaginei que ia ter esse povo me xingando. Teve gente que disse que eu merecia morrer, me xingaram, me chamaram de biscate”, lamenta a jovem, que não entende o porquê das ofensas. “Eu não estou fazendo mal a ninguém. O corpo é meu e está é a forma que eu encontrei de protestar.”

Contra as pessoas que a ameaçaram, a Miss Bumbum diz ter feito um boletim de ocorrência. “Tem gente que acha que só porque está atrás de um computador, na internet, pode falar o que quiser e que nada vai acontecer. Achei muito respeitoso, ninguém sabe nada da minha vida, da minha índole para ficar me xingando assim.”

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