Falsos gays

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Por Marcos de Vasconcellos

Stag é uma palavra inglesa. Significa veado, o animal, ou seja, o popular cervo. Nos Estados Unidos também quer dizer homem desacompanhado. Stag Party é reunião só de homens, para celebrar alguma coisa, bater papo ou simplesmente encher a cara.

Rio de Janeiro, a Belle Époque dos anos 40/50 com todas as regalias que se permitiam aos apaniguados do Estado Novo de Getúlio Vargas, chamado “Pai dos Pobres”, mas que no duro estava mais pra “Pai dos Ricos”.

Vivia no Rio o major Kenneth McCrimmon, canadense, funcionário graduado da Light, portanto, estava a serviço das viúvas de Toronto e vivia à tripa forra no circuito mundano da época que sempre desembocava no Jóquei Clube, ou melhor, no Jockey Club, no antigo casarão do Centro da cidade.

McCrimmon era sempre muito bem recebido, pois, excelente sujeito, fez grandes amizades entre os políticos poderosos, intelectuais e jornalistas da época.

A reunião diária no Jockey corria solta, animadíssima, casa repleta de amigos numa tarde, como sempre, amena para todos.

McCrimmon, invariavelmente o último a sair, levanta-se para despedir-se e é submerso numa onda de protestos: não vai sair coisíssima nenhuma!

– Não posso! – desculpou-se ele, aflito, o sotaque carregado. – Estou atrasadíssimo! O Herbert Moses está me esperando para uma festa de veado!

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