Cultura de verniz pra arrotar bacaba nos botecos (5)

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Por Roberto Menna Barreto

O Papa João XII que ofereceu a Otão I a coroa de imperador, em 960, era lascivo e turbulento. Seus pontos preferidos de ação eram as tabernas e os bordéis. Sob sua direção, o Vaticano não era muito diferente desses locais. Preferia as caçadas às procissões, e as partidas de dados à recitação dos salmos. Os mais belos nomes da nobreza romana eram seus companheiros de farra. Não havia moça da nobreza e, segundo os mexericos, também gentis-homens, que não tivessem sido hóspedes de sua alcova. Quando se levantava da mesa embriagado, ia para as cocheiras e aí, brindando aos deuses pagãos, consagrava bispos e celebrava missa.

Depois que os arqueólogos descobriram e desenfaixaram, em 1881, a múmia de Ramsés II – o maior faraó egípcio, que em seu brilhante reinado de 67 anos (século XIII a.C.) construiu enorme quantidade de grandes obras, entre elas os templo de Abu-Simbel – sofreu ela uma singular indignidade em sua viagem para o Cairo: um confuso inspetor egípcio acabou por taxá-la como sendo peixe seco importado.

No deserto de Kalahari, na África, as baratas são um alimento básico da dieta dos bosquímanos. Em Bogotá, formigas fritas quentes são vendidas nas ruas. Borboletas e mariposas, ligeiramente assadas, constituem um prato favorito em Bali. Em Uganda, os habitantes das margens do lago Vitória capturam uma espécie de mosca lacustre que, quando triturada até formar uma massa pastosa, teria o aspecto e o gosto do caviar.

O cristianismo primitivo, asiático, de inspiração esseniana, sofreu, ao se expandir pelo ocidente, um sincretismo com o paganismo romano. Os deuses do paganismo exigiam sacrifícios. No novo “mistério”, era o próprio Deus que oferecia seu filho em holocausto supremo. Mas essa “adaptação” só ocorreu muito mais tarde: não existe, nas pinturas cristãs, referência alguma ao martírio de Jesus, senão cerca de 4 séculos após o acontecimento.

Atualmente, nos Estados Unidos, as companhias introduzem nos supermercados cerca de 6.000 produtos ostensivamente “novos”, mas tais “novidades” estão muito mais ligadas à criatividade dos departamentos de marketing e propaganda do que a qualquer sucesso dos departamentos de pesquisa. Exemplo supremo dessa arte de “bolar” produtos “revolucionários” é o famoso drops americano Life Saver (“boia salva-vidas”), que conseguiu extraordinários índices de venda comercializando… um orifício.

Um inspetor do Ministério do Comércio Britânico, depois de percorrer todo o estupendo transatlântico de 46 mil toneladas – orgulho da indústria naval britânica, o primeiro a ter piscinas, jardins suspensos e salas especiais de cinema, construído com uma estrutura de excepcional resistência e capaz de bater todos os recordes de manobra e velocidade – proclamara à imprensa, antes da viagem inaugural: “Nem Deus pode afundar o Titanic.”

Pesquisas provaram à exaustão que pessoas normais não extraem nenhum prazer do ópio nem da morfina: se uma pessoa está sentindo dores, estas serão dissipadas, mas o prazer sentido não decorre da ação eufórica da droga, mas apenas do fato de haver sido removido o mal-estar existente. Somente os psicopatas colhem prazer dos opiáceos.

O maior palácio do mundo é a residência do Papa, com 12 mil quartos, 300 banheiros, 150 gabinetes de leitura e dezenas de salões destinados a recepções. Para se ter uma idéia de como é difícil falar com o Papa, há, no palácio, 800 salas de espera.

O cavalo-marinho macho carrega os ovos e supre os filhotes com o oxigênio do seu próprio sangue: os ovos ficam numa bolsa do abdômen de 40 a 50 dias, e os “cavalinhos” são expelidos quando já podem nadar sozinhos.

A primeira hélice de barco, inventada por Petti Smith, era de madeira. Nos testes, quebrou cerca de metade e, para espanto geral, isso aumentou muito a velocidade do barco.

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