Considerada lesbofóbica, marchinha “Maria Sapatão” será proibida no carnaval

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Por Joselito Müller

O carnaval, momento de descontração e alegria – como atesta a foto desta matéria – ficará mais triste este ano. Isso porque um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, assinado entre o Ministério Público e o Sindicato Brasileiro de Bandas de Marchinhas Carnavalescas banirá, do carnaval deste ano, músicas consideradas preconceituosas.

A iniciativa partiu da Promotoria da Cidadania Gay, inspirada pelo recente episódio em que o ex-vocalista da banda Chiclete com Banana, Bell Marques, mudou a letra de uma de suas belas canções, consideradas unanimemente pelo povo brasileiro como racista.

“Muitas dessas músicas trazem uma mensagem muitas vezes preconceituosa, reproduzindo uma realidade social que não tolera a diversidade e os direitos humanos, o que pode gerar situações de desconforto até mesmo durante um baile de carnaval”, disse a promotora de justiça.

Entre as músicas que não serão tocadas, está o clássico “Maria Sapatão”, de autoria de Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Os versos da canção, de singeleza capaz de causar inveja a um Camões, dizem que a tal Maria Sapatão, de dia é Maria e de Noite é João.

Além da lesbofóbica composição do Velho Guerreiro, também estão proibidas as canções ”Olha a cabeleira do Zezé”, por ser homofóbica e islamofóbica por conta do verso “Será que ele é Maomé?”, “O teu cabelo não nega, mulata”, por ser indisfarçavelmente racista, “Você pensa que cachaça é água”, por ofender o ex-presidente Lula, entre outras.

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