Carnaval da Hipocrisia: povo brinca de barriga vazia

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Brasília- DF 22-02-2017 Sessão do senado para votar a indicação para o STF do ministro, Alexandre Moraes. Foto Lula Marques/Agência PT

Por Mídia Tracajá Ninja

Quantos risos, ó quanta alegria… Só nós os palhaços no salão… As imagens, captadas pelo fotógrafo Lula Marques no plenário do Senado, falam mais do que mil palavras, reportagens ou marchinhas que porventura possam reproduzir o ”escárnio” que foi a sessão de aprovação do nome do ministro afastado da Justiça, Alexandre de Moraes, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ou, em outras palavras, segue a “suruba” generalizada na Ré Púbica.

Sim, além de Renan, Jucá, Bezerra e demais brincantes, um dos senadores é do Amazonas.

Brasília- DF 22-02-2017 Sessão do senado para votar a indicação para o STF do ministro, Alexandre Moraes. Foto Lula Marques/Agência PT

Aliás, a intensa participação de cidadãos na sabatina de Alexandre de Moraes para o cargo de ministro do STF foi considerada pelo senador Eduardo Braga (PMDB) “um sinal de amadurecimento da democracia brasileira”.

Na verdade, a nossa democracia está mais do que madura: ela já passou do ponto, amadureceu demais, está quase podre.

Isso pode ser percebido pelo desanimado clima carnavalesco reinante na capital federal. Bares, clubes, boates, casas de tolerância e corretoras de câmbio estão praticamente vazias, entregues às moscas.

A cronista Consuelo Ladra explicou à nossa reportagem a razão de tal fenômeno: “As pessoas que brincaram aqui nos últimos anos foram todas para um presídio em Curitiba. Os que vão brincar nos próximos ainda estão inibidos em gastar o dinheiro do povo.”

Brasília- DF 21-02-2017 Alexandre de Morais durante sabatina na CCJ do Senado. Foto Lula Marques/Agência PT

Na esperança de se deparar com alguma autoridade bebum e, com isso, angariar uma boa manchete, jornalistas da Editoria de Política se esmeram em acompanhar alguns políticos em plena farra (novidade!!!) momesca.

Mas entre o esforço de reportagem e o exercício da imaginação, optamos por refletir sobre personagens do Carnaval que melhor cairiam como fantasia aos nossos políticos em uma suposta escola de samba:

Artur Neto – Sem tirar o kimono  desde a eleição, nosso prefeitão poderia vir na Comissão de Frente, a ala mais coreografada, encenada, fotografada e filmada das escolas de samba. Bem ao estilo da cena que fez nos ônibus rasgando o aumento que, poucos meses depois, defenderia em “coletiva” super coreografada.

Senador Eduardo Braga – Como a crise tá brava, poderia desfilar na Ala das Baianas sem precisar gastar aquela grana toda com a armação (!!!) que dá volume à fantasia. Afinal, tem o quadril avantajado.

José Melo – Como a sorte não tem privilegiado seu governo – é uma crise atrás da outra, com vários de seus secretários “atravessando o samba” –, poderia sair como Mestre de Bateria pra ver se, na volta,  seu governo “pega no tranco” e se afina ao ritmo das pautas positivas.

Omar Aziz – Seu longo histórico em carnavais manauaras e estilo “fofo” de ser o credenciam a comandar a Direção de Harmonia. É aquele pessoal estressado que sai gritando e empurrando a escola, sem deixar espaços vazios pro azar.

Marcelo Ramos – Voz gasguita e afinação com a turma que se opõe ao prefeito, Marcelo vai de Puxador de Samba Enredo, na esperança de que a mesma conjunção astral que se formou em torno do seu nome em 2016 se repita em 2018, e ele possa vir puxando uma chapa competitiva.

Plínio Valério – De tanto bradar em campanhas politicas que “não é Peteleco de ninguém”, bem que poderia descer na avenida assumindo a sua fantasia de boneco de ventríloquo do PSDB. Aliás, tenho achado o Plínio meio calado ultimamente…

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