Bafo de papudinho mata guarda de trânsito

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Pedro Pitu, no momento em que reencontrava seus queridos companheiros de cela (Pedro é o do centro)

Por Manoel Bione, de Recife

HOSPITAL DA RESTAURAÇÃO (Via Repórter Bandeira Dois) – Acaba de dar entrada neste nosocômio o paciente Wescquesley Kennedy de Orleans & Bragança da Silva. O citado “paciente” já não pode atender por este termo por ter partido desta para a melhor antes mesmo de responder ao médico sobre os sintomas que estava sentindo.

O referido paciente – quer dizer, presunto –, que trabalhava como guarda municipal de trânsito, sofreu uma parada respiratória ao abordar um motorista, em uma blitz, em plena noite de Natal. No momento da abordagem, o indivíduo Pedro Américo do Sul, conhecido no Beco da Facada pelo vulgo de Pedro Pitu, foi instado a fazer o teste do bafômetro. Ao abrir a boca para que o aparelho fosse introduzido, Pedro Pitu soltou uma baforada tão da goitana que fez o homem da lei cair teso e duro.

PRISÃO EM FLAGRANTE – Recolhido aos costumes, Pitu foi enquadrado no artigo de crime culposo, aquele em que não existe a intencionalidade de matar. Segundo o próprio dito cujo declarou ao desembarcar no Cotel, não teve nenhuma intenção de dar cabo do xerife da lei. Deprimido pelo ocorrido, prometeu, assim que for solto, fazer um trabalho social, como botar a garotada para pedir esmolas na Agamenon ou para entregar trouxinhas de maconha em domicílio.

Pedro estava solto, graças ao indulto de Natal. Ao voltar à sua velha cela, esclareceu que, de dentro do xilindró, administra junto a mais dois detentos a boca de fumo Disk-Cannabis, totalmente informatizada, com site e anúncio nas redes sociais. Com essas delações fornecidas à dona Justa, ele pretende conseguir o habeas-corpus, nem que tenha que apelar a Gilmar Vêndisse.

Depois de ter causado, indiretamente, a morte do agente, o papudinho afirmou que vai mudar radicalmente seus hábitos de bebida. “Parar mesmo eu não vou. Mas vou deixar de pedir ‘aquela que matou o guarda’”, garantiu.

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